A relevância do processo de execução do plano estratégico

Want create site? Find Free WordPress Themes and plugins.

Sabe-se que um dos assuntos que norteiam as discussões dos diretores e dos gestores nas organizações é a de como melhorar a performance da execução da estratégia para viabilizar melhores resultados. De acordo com uma pesquisa realizada por Herrero (2011), dentre as várias empresas entrevistadas, uma pequena parcela consegue executar a estratégia inicialmente planejada. Ainda, Kaplan e Norton (2008) também exploram essa vertente da execução, mencionando que, dentre seus estudos, a grande maioria das empresas não consegue atingir os resultados que foram planejados.

Neste cenário de insucesso da implementação da estratégia, Hrebiniak (2006) aponta para o fato de que muitas empresas são capazes de formalizar belos planos, mas que, na hora de executá-los, há falhas. Isso reflete e fortalece o quão importante é uma boa execução dentro das organizações. Para Bossidy e Charan (2001), a execução não simplesmente assegura a utilização eficiente dos recursos – num mundo necessitado por caixa e crédito –, mas como também propicia o ciclo necessário de feedback para que os negócios se ajustem às mudanças oriundas do mundo externo.

Executar as estratégias de forma que os objetivos sejam traduzidos em resultados demanda processos essenciais que, atrelados, podem proporcionar resultados positivos à organização. Para Bossidy e Charan (2005) três processos são considerados chave para a execução: pessoas, estratégia e operações. Esses elementos, uma vez alinhados, podem resultar em uma boa execução. Entretanto, cabe ressaltar que, apesar de a relação entre esses três grupos ser crucial, não é trivial operacionalizar esses processos ao alinhamento. Porém, organizações que apresentam sucesso na execução da estratégia têm como prática comum o alinhamento de seus processos de gestão entre as suas unidades de negócios (KAPLAN; NORTON 2005).

A execução da estratégia é a forma que a organização tem de acompanhar tudo, e é o melhor meio de mudança e de transição. Um processo de execução bem implementado, além de gerar resultados, pode ser uma fonte de vantagem competitiva. Dessa forma, cabe aos empresários e líderes das organizações o desafio de implementar ações em prol da execução, de forma que seus planos possam transformar-se em resultados.

Por: Aércio Fernando Bocolli

Referências

BOSSIDY, L.; CHARAN, R. Execution, the discipline of getting things done. New York: Crown Business, 2002.

_____ Execução: A disciplina para atingir resultados. Rio de janeiro: Elsevier, 2005.

HERRERO, E. F. Pessoas Focadas na Estratégia. As disciplinas da execução da estratégia. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

HREBINIAK, L. G. Fazendo a estratégia funcionar. Porto Alegre: Bookman, 2006.

KAPLAN, R. S.; NORTON, D.P. Execução Premium: a obtenção da vantagem competitiva através do vínculo da estratégia com as operações do negócio. [Tradução Afonso Celso da Cunha Serra] – Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

_____ The office of strategy management. Harvard Business Review, Boston, v. 83, n. 10, p 72-80, Oct. 2005.

Did you find apk for android? You can find new Free Android Games and apps.